Artigo por
Ítalo Cunha
The Adventures of Elliot vale a pena comprar? Veja preço no Brasil, história, pontos fortes, críticas e quem deve esperar promoção

The Adventures of Elliot vale a pena comprar logo no lançamento? A resposta curta é: sim, se você ama RPG de ação com alma de Zelda clássico, visual HD-2D da Square Enix e uma aventura mais charmosa do que revolucionária. Mas existe um “porém” bem brasileiro nessa conversa: o preço de R$ 339,90 no PC pesa, e a ausência de português do Brasil na Steam pode afastar muita gente. Bonito ele é. Barato, meu amigo, aí já é outra história.
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é um RPG de ação desenvolvido pela Square Enix e pela Claytechworks, com lançamento em 18 de junho de 2026 para Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. O jogo vem dos criadores ligados a Octopath Traveler e Bravely Default, mas troca as batalhas por turno por combate em tempo real.
A proposta é clara: pegar aquela sensação de aventura de The Legend of Zelda antigo, misturar com a estética HD-2D que virou marca da Square Enix e adicionar um tempero de viagem no tempo. O resultado parece um primo distante de Zelda: Link’s Awakening, Ys, Secret of Mana e Chrono Trigger, só que com uma apresentação moderna e bem caprichada.
A história acompanha Elliot, um aventureiro que parte ao lado da fada Faie para explorar ruínas recém-descobertas fora da proteção do Reino de Huther. O continente de Philabieldia está tomado por tribos bestiais, enquanto a princesa Heuria mantém uma barreira mágica protegendo o que restou da civilização humana. A coisa muda de escala quando Elliot encontra a Doorway of Time, um artefato que conecta diferentes épocas e transforma a jornada em uma missão de mil anos.
O jogo trabalha com quatro períodos diferentes: Age of Safekeeping, Age of Reconstruction, Age of Magic e Age of Budding. Na prática, isso significa visitar o mesmo mundo em fases históricas distintas, vendo lugares nascerem, ruírem, mudarem de função ou revelarem novos caminhos.
Essa é uma das ideias mais interessantes de The Millennium Tales. Em vez de criar apenas um mapa gigante cheio de ícones, o jogo tenta transformar o próprio tempo em ferramenta de exploração. Uma área que parece inútil em uma era pode ganhar sentido em outra. Uma construção destruída no presente talvez exista inteira no passado. A sacada é simples, mas tem potencial para deixar o jogador com aquela vontade gostosa de voltar em cada canto e ver o que mudou.
Só não espere uma trama complexa como Xenogears ou uma pancada emocional no nível de Final Fantasy X. A crítica internacional tem sido bem consistente em um ponto: a história é competente, simpática e cheia de coração, mas não reinventa o gênero. O GamesRadar gostou bastante da estrutura e da aventura, mas apontou a escrita como o elo mais fraco. O PC Gamer também elogiou o carinho com a ideia de história e passagem do tempo, embora tenha dado nota 76, tratando o jogo como bom, não como obra-prima.
A gameplay é em visão superior, com combate em tempo real, exploração de dungeons, puzzles, chefes e personalização de armas. Elliot pode equipar até duas armas ao mesmo tempo e alternar entre elas durante as lutas. A Square Enix fala em sete tipos de armas, incluindo espada, arco, correntes, foice e outras ferramentas de combate.
Faie, a fada companheira, não fica ali só para comentar obviedade no ouvido do jogador, embora alguns reviews tenham achado ela falante até demais. Ela ajuda em batalhas, resolve puzzles, usa magia e pode até ser controlada por um segundo jogador em modo cooperativo local. Isso pode transformar o game em uma opção legal para jogar com alguém em casa, especialmente se a segunda pessoa não quiser assumir o peso principal do combate.
Outro sistema central é o Magicite, que permite customizar armas com efeitos diferentes. A Square Enix também ouviu feedback da demo original e prometeu ajustes no jogo final, incluindo aumento da velocidade de movimentação de Elliot, melhorias no menu de atalhos, troca mais prática das magias de Faie, mapa mais acessível, novas dificuldades e recursos para facilitar a organização das magicites. Esse detalhe é ótimo, porque mostra que a demo não foi só vitrine. A desenvolvedora realmente usou o retorno dos jogadores.
Na Steam brasileira, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales está custando R$ 339,90 na edição base. A Digital Deluxe Edition sai por R$ 399,90, enquanto o upgrade Deluxe separado aparece por R$ 60,00. Essa versão Deluxe inclui acessórios digitais como Fairy Bangle, Cherry Blossom Anklet e Roselle Ring.
O jogo também tem uma Prologue Demo gratuita na Steam, com progresso que pode ser levado para a versão final. Esse é o caminho mais inteligente para quem está curioso. Antes de soltar mais de 300 reais em um RPG novo, testa a demo, sente o combate, vê se a fada não vai te irritar e decide com mais calma. Parece básico, mas em tempos de lançamento caro, demo virou quase serviço público gamer.
Nas lojas de console, a Square Enix confirma versões para PS5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2. Até o fechamento desta matéria, o preço brasileiro confirmado com clareza na apuração pública foi o da Steam. Em dólar, veículos como o PC Gamer indicaram preço de US$ 60, e o The Guardian listou £49,99 no Reino Unido. No Brasil, vale conferir diretamente a loja da sua plataforma antes de comprar, porque valores regionais podem variar por edição, imposto, bundle e política de cada loja.
Um ponto que merece atenção: na Steam, o jogo não lista português do Brasil entre os idiomas suportados. Os idiomas confirmados incluem inglês, japonês, francês, italiano, alemão, espanhol da Espanha, chinês simplificado, chinês tradicional e coreano, com áudio completo em inglês e japonês. Para um RPG com bastante texto, isso pesa. Não destrói a experiência para quem entende inglês ou espanhol, mas reduz bastante o alcance por aqui.
O maior ponto forte é a sensação de aventura clássica sem a gordura de muitos RPGs modernos. Não tem crafting infinito, não tem loot aleatório enchendo inventário, não tem mundo aberto tentando te prender por 120 horas. The Adventures of Elliot parece mais interessado em entregar uma jornada bem guiada, com bom ritmo, exploração gostosa e combate direto.
Visualmente, o HD-2D continua funcionando. A Creative Bloq destacou que o jogo empurra essa estética para um lado mais evoluído, misturando pixel art, ambientes 3D, luz e profundidade de um jeito mais ambicioso do que alguns projetos anteriores. Para quem curte Octopath Traveler, Triangle Strategy ou Dragon Quest III HD-2D Remake, é praticamente impossível não olhar para esse jogo e pensar: “danado, isso ficou bonito”.
Os pontos fracos são mais fáceis de identificar. A história pode soar genérica. Os diálogos parecem bem açucarados em alguns momentos. A estrutura acessível pode decepcionar quem quer puzzles mais difíceis, exploração menos guiada ou um desafio no estilo Hollow Knight. E a falta de português do Brasil é aquele banho de água fria que a Square Enix insiste em dar de vez em quando.
Vale a pena comprar The Adventures of Elliot agora se você está buscando um RPG de ação bonito, acessível, nostálgico e com cara de aventura confortável para jogar sem precisar estudar 15 sistemas antes de se divertir. Ele parece feito para quem sente falta de jogos que simplesmente te jogam em um mundo charmoso, entregam armas legais, dungeons agradáveis e mandam você explorar.
Eu não compraria no lançamento se você depende de localização em português, se está esperando uma narrativa muito madura ou se R$ 339,90 já entra naquela categoria de “vou fingir que não vi e esperar promoção”. Nesse caso, a demo gratuita é obrigatória. Testa primeiro, porque o jogo tem uma identidade clara, mas não é para todo mundo.
The Adventures of Elliot: The Millennium Tales parece um bom jogo com preço de grande lançamento. E talvez essa seja a melhor definição possível. Ele não chega para derrubar Zelda do trono, nem para reinventar o RPG de ação. Chega para lembrar que uma aventura bem feita, com combate gostoso e mundo bonito, ainda tem muito espaço. Só que no Brasil, como sempre, a carteira precisa entrar na party antes do herói.
P: The Adventures of Elliot vale a pena comprar?
R: Vale para quem gosta de RPG de ação com inspiração em Zelda clássico, visual HD-2D e exploração com puzzles. Se você depende de português do Brasil ou quer esperar desconto, é melhor testar a demo antes.
P: Quanto custa The Adventures of Elliot no Brasil?
R: Na Steam brasileira, a edição base custa R$ 339,90. A Digital Deluxe Edition sai por R$ 399,90, e o upgrade Deluxe custa R$ 60,00.
P: The Adventures of Elliot tem português do Brasil?
R: Na Steam, português do Brasil não aparece entre os idiomas listados. O jogo tem suporte a inglês, japonês, francês, italiano, alemão, espanhol da Espanha, chinês simplificado, chinês tradicional e coreano.
P: The Adventures of Elliot saiu para quais plataformas?
R: O jogo foi lançado para Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. A versão de PC está disponível na Steam.
P: The Adventures of Elliot parece com Zelda?
R: Sim, principalmente pela exploração em visão superior, puzzles, dungeons, armas variadas e sensação de aventura clássica. Também há comparações com Ys, Secret of Mana, Chrono Trigger e outros RPGs japoneses antigos.
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