Super Mario Galaxy passa de US$ 800 milhões e mira US$ 1 bi
Super Mario Galaxy já passou de US$ 800 milhões nas bilheterias e reforça o novo poder da Nintendo no cinema, mesmo com crítica dividida

Super Mario Galaxy bilheteria já deixou de ser só uma boa notícia para a Nintendo. Agora virou recado para Hollywood inteira. O novo filme animado do encanador mais famoso dos games ultrapassou a marca de US$ 800 milhões no mundo e, com isso, confirmou uma coisa bem clara: Mario não é mais apenas um personagem forte no cinema. Ele já virou uma engrenagem de blockbuster que funciona quase no automático.
Segundo os números mais recentes disponíveis em 26 de abril de 2026, The Super Mario Galaxy Movie já soma cerca de US$ 831,5 milhões no mundo, com US$ 386,5 milhões na América do Norte e US$ 445 milhões no mercado internacional. A notícia divulgada pelo O Vício acertou o espírito da coisa. O filme realmente passou dos US$ 800 milhões. Só que, olhando o placar atualizado, ele já foi além dessa barreira e está correndo com uma folga bem mais confortável rumo ao bilhão.
E isso muda bastante o tamanho da conversa.

Não é só mais um sucesso, é um novo patamar
Quando um filme baseado em videogame passa de US$ 800 milhões, a gente já não está discutindo curiosidade de nicho. Está falando de um produto cultural que atravessa faixa etária, país e bolha de fandom. Mais do que isso, estamos vendo a Nintendo consolidar um poder no cinema que muita empresa sonhou ter e poucas conseguiram sustentar.
O primeiro The Super Mario Bros. Movie, de 2023, já tinha aberto essa porta ao ultrapassar US$ 1,3 bilhão. O que Super Mario Galaxy faz agora é provar que aquilo não foi sorte de estreia, e sim modelo de negócio. Se o primeiro longa serviu como teste de força, o segundo virou confirmação de marca. O público entendeu o que a Nintendo e a Illumination estão oferecendo, e está comprando de novo.
Isso é importante porque continuação não vive só de repetir fórmula. Ela precisa convencer o espectador de que vale voltar. E, pelo visto, valeu.
O número impressiona, mas o contexto impressiona ainda mais
Existe um detalhe que deixa esse resultado ainda mais forte. O filme não só superou US$ 800 milhões como também se tornou, até aqui, a maior bilheteria de 2026 no cinema mundial. Além disso, segundo o GameSpot, ele já virou o terceiro filme de videogame de maior bilheteria da história, atrás apenas do primeiro Super Mario Bros. Movie e de A Minecraft Movie.
Esse tipo de desempenho não aparece do nada. O longa abriu muito bem no começo de abril, segurou três semanas fortes no topo dos Estados Unidos e ainda ganhou novo gás com a estreia no Japão em 24 de abril, uma data pensada para aproveitar o período da Golden Week. A Nintendo, quando move uma peça dessas no calendário, não está jogando no improviso.
A estratégia também foi inteligente no calendário global. O filme chegou cedo o suficiente para pegar férias, público familiar e boca a boca, mas sem enfrentar uma muralha de concorrentes gigantes logo no primeiro fim de semana. Resultado: teve espaço para crescer, respirar e virar programa recorrente de família, algo que pesa demais em animação.

A crítica dividiu, o público abraçou
Talvez o dado mais interessante de todos nem seja a bilheteria. Seja a velha divisão entre crítica e público, que voltou com força aqui. No Rotten Tomatoes, The Super Mario Galaxy Movie aparece com 43% entre críticos e 89% entre o público verificado. É um abismo enorme, e ele diz muito sobre a fase atual das adaptações de games.
A crítica, em geral, enxerga o filme como algo visualmente chamativo, veloz e cheio de referências, mas também fino demais em roteiro e emoção. O público, por outro lado, parece estar comprando justamente o que ele entrega: espetáculo colorido, nostalgia, ritmo acelerado e recompensa constante para quem tem alguma relação com o universo Nintendo.
Essa diferença não é detalhe estatístico. Ela mostra uma mudança de poder. Durante muito tempo, adaptação de game parecia obrigada a pedir desculpa por existir. Hoje, vários desses filmes simplesmente não estão mais tentando seduzir primeiro o crítico especializado. Estão tentando entreter o fã, a família e o espectador casual que quer sair do cinema se divertindo. Super Mario Galaxy faz isso com bastante clareza.
Se isso é bom ou ruim, depende muito da régua de cada um. Como cinema mais “respeitável”, dá para cobrar bastante coisa. Como máquina de entretenimento popular, o filme claramente funciona.
O sucesso de Mario também fala sobre a Nintendo
Outro ponto interessante aqui é o modelo da Nintendo. Diferente de estúdios que entregam a adaptação para qualquer parceiro e torcem pelo melhor, a empresa tem tratado esse movimento com muito mais controle. Shigeru Miyamoto continua sendo peça central na transição da marca para o cinema, e a parceria com a Illumination já mostrou que a Nintendo prefere crescer com cautela, mas com uma assinatura visual e comercial muito clara.
Isso ajuda a explicar por que o longa parece tão calculado na direção certa. Ele não quer reinventar Mario. Quer amplificar Mario. É uma diferença enorme. O filme pega o que já funciona nos jogos, transporta para o cinema com mais brilho, mais escala e mais personagens, e confia que o público vai responder ao reconhecimento imediato.
Em termos industriais, é um plano muito esperto. Em termos artísticos, pode gerar discussão, porque esse método prioriza familiaridade acima de risco. Só que, por enquanto, o caixa está vencendo o debate.
O que esse resultado muda daqui para frente
Passar de US$ 800 milhões não garante automaticamente US$ 1 bilhão, mas coloca Super Mario Galaxy em posição muito confortável para seguir tentando. Mesmo com desaceleração natural, o filme ainda tem pernas suficientes para continuar arrecadando, especialmente se mantiver força em mercados internacionais e no Japão nas próximas semanas.
Mais do que o bilhão em si, o que realmente importa é o efeito colateral. Esse desempenho fortalece a ideia de um cinema Nintendo cada vez mais ambicioso. A leitura mais óbvia aponta para mais Mario, claro. Mas a consequência maior está em outros nomes da casa. The Legend of Zelda, que já tem filme live-action marcado para 2027, chega ao mercado com pressão alta, mas também com terreno preparado. Quando Mario rende esse tipo de cifra duas vezes, o resto do catálogo ganha outra estatura aos olhos de estúdio, exibidor e investidor.
Também existe um empurrão simbólico aí. Durante décadas, videogame foi tratado por Hollywood como mina de ouro mal compreendida. Às vezes dava dinheiro, quase nunca rendia prestígio e frequentemente resultava em filme torto. Hoje, a conversa mudou. Ainda há tropeço, ainda há adaptação ruim, mas marcas como Mario mostram que o setor finalmente aprendeu uma lição básica: o público não quer ver o jogo “corrigido” para caber no cinema. Quer ver o jogo entendido.

O que Super Mario Galaxy prova no fim das contas
No fundo, essa bilheteria gigantesca prova duas coisas ao mesmo tempo. A primeira é que Mario continua sendo um dos personagens mais fortes do entretenimento mundial, ponto. A segunda é que a Nintendo encontrou uma maneira de transformar essa força em cinema de massa sem perder a identidade do produto.
Pode não ser o filme que convence quem torce o nariz para animação acelerada, piada curta e fan service colorido. Mas claramente é o filme que convence milhões de pessoas a sair de casa, comprar ingresso e voltar para aquele universo. E, gostem ou não os críticos, esse tipo de poder também diz muito sobre relevância.
Super Mario Galaxy ainda está em cartaz no Brasil, já passou dos US$ 800 milhões e, neste momento, parece menos uma continuação isolada e mais a confirmação de que a Nintendo entrou de vez no jogo grande de Hollywood.
FAQ
P: Quanto Super Mario Galaxy já arrecadou nas bilheterias?
R: Em 26 de abril de 2026, o filme aparece com cerca de US$ 831,5 milhões no mundo. O valor pode subir nos próximos dias, já que o longa continua em cartaz.
P: O filme já passou de US$ 800 milhões mesmo?
R: Sim. Essa marca já foi superada, e o total atualizado já está acima disso com folga.
P: Super Mario Galaxy é a maior bilheteria de 2026 até agora?
R: Sim. Pelos dados de mercado disponíveis até 26 de abril de 2026, ele lidera o ano nas bilheterias globais.
P: O filme foi bem recebido pela crítica?
R: A recepção crítica foi dividida. No Rotten Tomatoes, o longa aparece com 43% entre críticos, mas com 89% entre o público verificado.
P: O sucesso do filme aumenta a chance de mais adaptações da Nintendo?
R: Bastante. O resultado fortalece não só futuras sequências de Mario, mas também outros projetos da empresa, como o filme live-action de The Legend of Zelda.
P: Super Mario Galaxy ainda está em cartaz no Brasil?
R: Sim, segundo a apuração publicada em 26 de abril de 2026, o filme segue em exibição nos cinemas brasileiros.

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