Artigo por
Ítalo Cunha
Veja o que assistir antes de Supergirl, do essencial ao opcional, sem cair na armadilha de maratonar a DC inteira antes do filme

Você não precisa virar historiador da DC para assistir antes de Supergirl e entender o novo filme. Essa talvez seja a melhor notícia para quem já está traumatizado com universo compartilhado, multiverso, reboot, pós-crédito e linha do tempo que parece trabalho de faculdade. O novo longa com Milly Alcock foi feito para funcionar como aventura solo, mas alguns títulos ajudam a entender melhor Kara, Krypto e o tom mais rebelde dessa fase do DCU.

Se você só tiver tempo para assistir uma coisa antes de Supergirl, assista Superman, de 2025. É ali que o novo DCU apresenta David Corenswet como Clark Kent e também mostra a primeira aparição de Milly Alcock como Kara Zor-El.
A participação dela no filme não é enorme, mas cumpre uma função bem clara: mostrar que Kara não é uma cópia do primo. Clark aparece como o herói mais certinho, guiado por responsabilidade e afeto pela Terra. Kara surge com outra energia, mais caótica, menos domesticada e muito mais difícil de encaixar naquele molde clássico de “símbolo de esperança”.
Também é em Superman que Krypto ganha espaço. E isso importa porque o supercão tem papel direto no filme da Supergirl. A nova produção deve mostrar melhor a relação entre Kara e Krypto, inclusive em cenas cósmicas de aventura e bagunça. Ou seja, ver Superman ajuda a entrar no clima sem precisar fazer pós-graduação em kryptoniano.

Se a ideia é entender a alma do filme, a leitura mais valiosa talvez nem seja um filme. É a HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, de Tom King e Bilquis Evely. O longa não deve adaptar cada página ao pé da letra, mas a base emocional vem dali.
A HQ apresenta uma Kara mais amarga, cansada e marcada por traumas. Ela não é apenas “a prima do Superman”. Ela é uma sobrevivente de Krypton que viu o horror de perto e carrega essa dor de um jeito que Clark nunca carregou. Essa diferença muda tudo.
O filme também adiciona Lobo, vivido por Jason Momoa, o que deve deixar a aventura mais barulhenta e comercial. Mas a raiz continua sendo essa: uma viagem espacial movida por dor, vingança, justiça e amadurecimento. Se você quer chegar ao cinema entendendo por que essa Supergirl parece tão diferente das versões mais comportadas, a HQ é o melhor caminho.

O filme Supergirl, de 1984, estrelado por Helen Slater, não é obrigatório. Na verdade, ele não tem ligação com o novo DCU. Mas é uma curiosidade histórica muito boa.
A produção nasceu como derivado da fase clássica do Superman no cinema, mas não conseguiu repetir o sucesso. Teve recepção fraca, bilheteria ruim e virou, com o tempo, uma obra lembrada mais pelo valor nostálgico do que pela qualidade. Ainda assim, vale conferir se você gosta de ver como Hollywood tratava heroínas décadas atrás.
Assistir hoje é quase um exercício arqueológico geek. Dá para perceber como o cinema tinha dificuldade em levar uma protagonista feminina de super-herói a sério sem cair em fantasia boba, tom ingênuo ou vilania caricata. E isso ajuda a valorizar a chance que Milly Alcock tem agora: entregar uma Kara mais complexa, menos enfeitada e mais humana.

The Flash apresentou Sasha Calle como Supergirl dentro do antigo DCEU. A versão dela era mais sombria, trágica e presa a uma realidade alternativa. Muita gente gostou da atuação, mesmo com todos os problemas do filme ao redor.
Mas aqui vai o aviso: The Flash não é necessário para entender Supergirl. A nova versão com Milly Alcock pertence ao DCU de James Gunn e Peter Safran, não ao universo antigo. A própria roteirista Ana Nogueira já explicou que o novo filme é completamente diferente do projeto anterior desenvolvido para a Supergirl de Sasha Calle.
Então por que assistir? Para comparar. É interessante ver como duas versões recentes da mesma personagem podem seguir caminhos diferentes. Sasha Calle trouxe uma Kara mais fechada e ferida. Milly Alcock parece puxar para uma anti-heroína cósmica, sarcástica e mais imprevisível. The Flash vale como contraste, não como preparação obrigatória.

A série Supergirl, estrelada por Melissa Benoist, foi a versão mais popular da personagem para muita gente. Exibida entre 2015 e 2021, ela fez parte do Arrowverse e apresentou uma Kara mais luminosa, heroica e conectada a dramas de identidade, família, trabalho e responsabilidade.
Também não é canônica no novo DCU. Pode assistir sem medo de confundir as coisas, desde que você saiba separar universos. A série mostra uma Supergirl mais tradicional, muito ligada à ideia de proteger uma cidade e assumir um papel público como heroína. O filme novo, por outro lado, parece mais espacial, mais agressivo e menos interessado em fazer Kara virar “a Superman de National City”.
Mesmo assim, a série tem valor. Ela consolidou a personagem para uma geração, trouxe Melissa Benoist como uma Kara carismática e abriu espaço para temas que o cinema por muito tempo evitou tratar com heroínas da DC. Se você quer entender por que tanta gente tem carinho pela personagem, alguns episódios já ajudam.
A verdade é simples: para entender Supergirl, você só precisa ver Superman, de 2025. Para sentir o tom do filme, leia Supergirl: Woman of Tomorrow. O resto é extra para quem quer comparar versões, revisitar a história da personagem ou chegar ao cinema com mais bagagem.
E isso é bom. O DCU precisa provar que aprendeu uma lição básica: universo compartilhado pode ser legal, mas ninguém aguenta filme que vem com dever de casa infinito. Supergirl precisa funcionar para quem viu Superman e para quem só conhece Kara de nome.
Se o filme acertar, a força dele não estará em quantas referências você pegou. Estará em transformar Kara Zor-El em alguém interessante por conta própria. Porque a DC não precisa de uma “Superman feminina”. Precisa de uma Supergirl que justifique o próprio voo.
P: Preciso assistir Superman antes de Supergirl?
R: Não é obrigatório, mas é o mais recomendado. Superman apresenta o novo DCU, Krypto e a primeira aparição de Milly Alcock como Kara Zor-El.
P: The Flash é necessário para entender Supergirl?
R: Não. The Flash pertence ao antigo DCEU e mostra Sasha Calle como outra versão da personagem. Serve apenas como comparação.
P: A série Supergirl com Melissa Benoist é canônica no novo DCU?
R: Não. A série faz parte do Arrowverse e não tem ligação com o filme de 2026. Ainda assim, vale conferir para conhecer uma versão popular da heroína.
P: Qual HQ ler antes de Supergirl?
R: A principal indicação é Supergirl: Woman of Tomorrow, de Tom King e Bilquis Evely. Ela inspira o tom mais cósmico, dramático e amargo do novo filme.
P: Quando Supergirl estreia?
R: Supergirl estreia em 26 de junho de 2026 nos Estados Unidos e em 25 de junho no Reino Unido. Para o Brasil, acompanhe a confirmação da Warner e da programação dos cinemas.
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