Cabra Geeki
Games29 de abril de 20268 min de leitura

The Blood of Dawnwalker pede RTX 5090 no Ultra 4K

@cabrageeki

The Blood of Dawnwalker exige RTX 5090 para 4K nativo no Ultra, mas DLSS e FSR devem aliviar o peso para quem quer jogar no PC

The Blood of Dawnwalker pede RTX 5090 no Ultra 4K

The Blood of Dawnwalker RTX 5090 virou assunto rápido depois que a Rebel Wolves revelou os requisitos completos da versão de PC. E dá para entender o susto. Para jogar o novo RPG de fantasia sombria em 4K nativo, 60 FPS e preset Ultra, a configuração listada pede nada menos que uma GeForce RTX 5090. Parece absurdo à primeira vista, mas a história fica bem mais interessante quando a gente olha o detalhe que muita manchete deixa escapar: esses números não consideram DLSS, FSR ou geração de quadros.

O jogo chega em 3 de setembro de 2026 para PS5, Xbox Series X|S e PC, com publicação da Bandai Namco. A desenvolvedora Rebel Wolves é formada por veteranos da CD Projekt Red, incluindo nomes ligados a The Witcher 3, e está vendendo The Blood of Dawnwalker como um RPG de mundo aberto ambientado numa Europa do século XIV dominada por peste, conflitos e vampiros. Ou seja, não é um projetinho pequeno. A ambição está no conceito, no escopo e, pelo visto, também nos requisitos.

Placa de Vídeo Gigabyte RTX 5090 Aorus Master

A RTX 5090 não é para “rodar o jogo”

A primeira coisa que precisa ficar clara é esta: você não precisa de uma RTX 5090 para jogar The Blood of Dawnwalker. A RTX 5090 aparece no topo da tabela para um alvo muito específico, que é 4K nativo a 60 FPS no Ultra, sem upscaling e sem frame generation.

Isso muda tudo. Nativo 4K significa renderizar cerca de 8,3 milhões de pixels por quadro. A 60 FPS, estamos falando de uma carga brutal antes mesmo de entrar em iluminação, sombras, geometria, efeitos, pós-processamento e todos os truques visuais de um RPG moderno em Unreal Engine 5. O susto existe, mas não significa automaticamente má otimização.

O problema é que, para o jogador comum, a mensagem inicial soa péssima. Quando uma tabela coloca a placa mais poderosa do mercado no topo, a sensação imediata é: “meu PC morreu antes do lançamento”. Só que o próprio estúdio deixou claro que o jogo terá suporte a NVIDIA DLSS e AMD FSR, ferramentas que devem aliviar bastante a vida de quem não pretende jogar em resolução nativa.

Frame do Trailer do jogo

Os requisitos completos de The Blood of Dawnwalker no PC

A tabela divulgada pela Rebel Wolves divide o jogo em cinco níveis principais. Todos pedem Windows 10, DirectX 12, 16 GB de RAM e 60 GB em SSD.

O ponto que mais chama atenção, além da RTX 5090, é a exigência de 12 GB de VRAM já no 1080p/60 FPS em High. Isso deve preocupar mais gente do que o 4K Ultra, porque a maioria dos jogadores de PC ainda mira 1080p ou 1440p, e muita placa popular recente continua presa aos 8 GB.

Esse é o detalhe que merece debate. A RTX 5090 no topo da tabela é um alvo de luxo. A exigência crescente de VRAM nos perfis intermediários é o sinal real de para onde os RPGs AAA estão caminhando.

O peso do Unreal Engine 5 e da nova geração

The Blood of Dawnwalker usa Unreal Engine 5, motor que já virou sinônimo de mundos bonitos, iluminação moderna e, ao mesmo tempo, discussões acaloradas sobre desempenho no PC. Muitos jogos recentes em UE5 impressionam visualmente, mas também colocam pressão alta em CPU, GPU, armazenamento e memória de vídeo.

Isso não quer dizer que todo game pesado em UE5 seja mal otimizado. Às vezes, o jogo simplesmente mira alto. O problema é que o público de PC está cansado de lançamentos que chegam com stutter, consumo de VRAM exagerado, compilação de shaders problemática e dependência demais de upscaling para parecerem fluidos.

Por isso a reação ao requisito da RTX 5090 é compreensível. O jogador não está reagindo só a um número. Está reagindo a uma sequência de anos em que vários ports de PC chegaram precisando de patches, ajustes e paciência. A Rebel Wolves vai ter que provar, no lançamento, que a tabela é ambiciosa por causa do visual, não por falta de polimento.

DLSS e FSR podem mudar totalmente a conversa

A parte mais importante da notícia talvez esteja justamente no rodapé da tabela: os requisitos foram pensados para renderização nativa, sem considerar tecnologias de reconstrução de imagem ou geração de quadros. Isso significa que, na prática, GPUs abaixo daquelas listadas podem entregar resultados melhores quando DLSS ou FSR estiverem ativos.

Em 2026, esse já é o novo normal do PC gamer. Gostando ou não, muitos jogos de grande orçamento estão sendo pensados com upscaling como parte da experiência. A pergunta deixou de ser “vai ter DLSS ou FSR?” e passou a ser “a imagem fica boa com DLSS ou FSR?”. Existe diferença enorme entre usar tecnologia como opção inteligente e usar como muleta para esconder desempenho ruim.

Se The Blood of Dawnwalker entregar boa qualidade de imagem com upscaling, frame pacing estável e presets bem calibrados, a exigência da RTX 5090 no 4K nativo pode virar só curiosidade de entusiasta. Se chegar mal otimizado, aí a tabela vai voltar como prova de acusação.

O que isso diz para quem joga no Brasil

Para o público brasileiro, a leitura precisa ser ainda mais cuidadosa. Uma RTX 5090 não é uma placa “difícil” de comprar. É uma placa fora da realidade para a maioria. Mesmo modelos como RTX 4080, RTX 4070 Ti e RX 7900 XTX continuam caros o bastante para transformar qualquer upgrade em decisão séria.

Por isso, a pergunta prática não é “qual placa roda no Ultra 4K?”. A pergunta certa é: qual experiência o jogo entrega em 1080p e 1440p com ajustes inteligentes? Se o estúdio conseguir oferecer bons presets, suporte decente a FSR, DLSS funcionando bem e opções gráficas claras, muita gente vai conseguir jogar sem encostar no topo da tabela.

Também vale lembrar que o jogo sai para consoles atuais. PS5 e Xbox Series X|S provavelmente terão seus próprios modos de desempenho e qualidade, com reconstrução de imagem e ajustes internos. Para muitos jogadores, essas versões podem acabar sendo a forma mais simples de entrar no mundo de Dawnwalker sem pensar em VRAM, driver ou configuração.

O jogo ainda tem muito mais para provar além do gráfico

A parte curiosa é que a discussão sobre RTX 5090 quase engole o que torna The Blood of Dawnwalker realmente promissor. O jogo coloca o jogador no papel de Coen, um jovem transformado em Dawnwalker, dividido entre humanidade e poderes vampíricos. A proposta envolve ciclo de dia e noite, escolhas com consequência, tempo limitado para salvar a família e um mundo aberto feito à mão.

Esse é o tipo de premissa que pode funcionar muito bem se o estúdio acertar ritmo, escrita e impacto das decisões. A herança de The Witcher 3 ajuda no marketing, claro, mas também aumenta a cobrança. O público não quer só um RPG bonito com vampiros. Quer missões memoráveis, dilemas fortes, personagens que grudam e um mundo que responda às escolhas.

No fim, a RTX 5090 virou manchete porque é um número absurdo. Mas o que vai definir The Blood of Dawnwalker em setembro não será apenas a placa necessária para rodar no Ultra. Será a combinação entre performance, narrativa, combate, exploração e consequência. Se tudo isso encaixar, muita gente vai perdoar uma tabela pesada. Se não encaixar, nem a placa mais cara do mercado salva.

FAQ

P: The Blood of Dawnwalker exige mesmo RTX 5090?
R: Sim, mas apenas para jogar em 4K nativo, 60 FPS e preset Ultra, sem DLSS, FSR ou geração de quadros. Para outras resoluções e presets, os requisitos são menores.

P: Quais são os requisitos mínimos do jogo?
R: O mínimo mira 1080p, 30 FPS e Low, pedindo Core i7-8700K ou Ryzen 7 3700X, 16 GB de RAM e uma RTX 3050, GTX 1070, RX Vega 56 ou Intel Arc A580 com 6 GB de VRAM.

P: The Blood of Dawnwalker terá DLSS e FSR?
R: Sim. A Rebel Wolves confirmou suporte a tecnologias de upscaling como NVIDIA DLSS e AMD FSR, o que deve melhorar bastante o desempenho na prática.

P: Quando The Blood of Dawnwalker será lançado?
R: O jogo será lançado em 3 de setembro de 2026 para PS5, Xbox Series X|S e PC.

P: O jogo usa Unreal Engine 5?
R: Sim. The Blood of Dawnwalker é desenvolvido em Unreal Engine 5, o que ajuda a explicar parte da ambição visual e dos requisitos mais altos.

P: Vale se preocupar com os requisitos agora?
R: Vale acompanhar, principalmente se você joga no PC. Mas o teste real só virá perto do lançamento, com análises independentes, drivers finais e benchmarks em diferentes placas.

LEIA TAMBÉM

💬 Comentários