Remake de One Piece mostra imagem do episódio 1, promete trailer em 24 de junho e reacende debate sobre nostalgia, ritmo e novos fãs na Netflix

O remake de One Piece acabou de ganhar uma nova imagem do primeiro episódio, e o fandom já tem motivo para ficar de olho no dia 24 de junho de 2026. A nova adaptação do mangá de Eiichiro Oda, produzida pelo WIT Studio em parceria com a Netflix, vai revelar um trailer amanhã, trazendo a primeira chance real de sentir como será essa versão moderna de East Blue. E aqui mora a treta boa: esse remake não quer substituir o anime clássico da Toei, mas vai mexer justamente na parte mais sagrada para muita gente, o começo da jornada de Luffy.
Segundo a GameVicio, The One Piece divulgou uma imagem do episódio 1 e confirmou que o novo trailer será lançado em 24 de junho de 2026. O projeto estreia em fevereiro de 2027 na Netflix e terá sete episódios liberados de uma vez, somando aproximadamente 300 minutos.
A primeira temporada vai adaptar o início da obra, cobrindo o começo da saga East Blue e os primeiros 50 capítulos do mangá, chegando até o encontro de Luffy com Sanji. Isso significa que o remake não vai tentar correr para chegar em Alabasta, Enies Lobby ou Marineford logo de cara. A ideia é recontar o começo com ritmo moderno, visual atualizado e sem o peso dos mais de mil episódios do anime original.
Os primeiros materiais do projeto foram apresentados ao público do Festival Internacional de Animação de Annecy, na França. O remake já havia sido anunciado em 2023, durante a Jump Festa, como uma nova série animada feita pelo WIT Studio para a Netflix.
O motivo é simples: One Piece não é só uma obra longa. É memória afetiva em forma de anime. Para muita gente, a primeira versão da Toei Animation, com seu traço antigo, ritmo lento, humor exagerado e trilha marcante, é parte inseparável da experiência.
Só que existe o outro lado. Tentar convencer alguém a começar One Piece em 2026 é quase pedir para a pessoa assinar um contrato de vida. O anime original ultrapassou a marca de mil episódios, carrega trechos em 4:3, pacing irregular em várias fases e uma estrutura feita para sobreviver à exibição semanal sem alcançar o mangá. Para o fã antigo, isso é parte da caminhada. Para quem está chegando agora, pode parecer uma muralha.
É aí que o remake entra. The One Piece parece mirar diretamente no público que tem curiosidade, gosta do live-action da Netflix ou conhece Luffy por meme, mas trava quando descobre o tamanho do anime original. Essa nova versão pode virar a porta de entrada que a franquia precisava.
A própria matéria da GameVicio reforça um ponto essencial: o remake não existe para substituir o anime da Toei Animation. A série original continua no ar, adaptando fases atuais da obra, enquanto The One Piece volta ao começo para oferecer uma leitura nova.
Essa diferença precisa ser entendida para a discussão não virar briga inútil. A Toei construiu o fenômeno audiovisual de One Piece durante mais de 25 anos. Sem ela, muita gente nem teria conhecido Luffy, Zoro, Nami, Usopp e Sanji. Ao mesmo tempo, a versão clássica nasceu em outro tempo de produção, outra lógica de transmissão e outro padrão visual.
O WIT Studio, conhecido por trabalhos como Attack on Titan e Vinland Saga, chega com outra proposta. O objetivo é usar técnicas atuais de animação, composição, edição e direção para contar a história de forma mais concentrada. Isso pode ser ótimo. Também pode irritar quem considera cada pausa, piada esticada e escolha antiga parte do charme. E sinceramente? Os dois lados têm argumento.
O fã antigo vai assistir? Claro. Vai fiscalizar frame por frame? Também, porque fã é uma criatura maravilhosa e insuportável ao mesmo tempo. Mas o público-alvo principal do remake de One Piece não parece ser quem já sabe o nome de cada golpe do Luffy em japonês.
O alvo é quem nunca começou.
É o jovem que viu o live-action. É quem gosta de anime, mas não encara mais de mil episódios. É quem ouviu falar que One Piece é genial, chorou com um corte de TikTok, mas não sabe por onde entrar. É quem acha o começo do anime original visualmente datado. É quem precisa de uma versão mais direta para entender por que essa obra virou uma religião pop.
E isso não diminui o clássico. Pelo contrário. Se The One Piece funcionar, pode levar milhões de pessoas para o mangá, para o anime original, para o live-action e para todo o ecossistema da franquia. A Netflix sabe disso. Por isso 2027 está se desenhando como um ano gigante para One Piece dentro da plataforma, com remake, terceira temporada do live-action e até um especial animado em parceria com LEGO previsto para setembro.
Outro detalhe forte é o lançamento em lote. A Netflix vai liberar os sete episódios de uma vez, somando cerca de 300 minutos. A GamesRadar apontou isso como um sinal de que a plataforma aprendeu com críticas feitas ao modelo de lançamento de Steel Ball Run, de JoJo’s Bizarre Adventure, que sofreu com intervalos longos e confusos entre episódios.
Para One Piece, esse modelo pode funcionar muito bem. East Blue precisa de embalo. O começo da aventura depende de conhecer Luffy, montar a tripulação, entender o tom e sentir a promessa de mundo gigante. Se a Netflix entregasse um episódio e sumisse por semanas, quebraria o encanto. Com sete episódios disponíveis, o novato pode mergulhar de verdade.
O risco é outro: a comparação direta. Como todo mundo poderá assistir rápido, a internet também vai julgar rápido. Se a animação impressionar, vira fenômeno. Se o tom parecer genérico ou sem alma, o massacre vem na velocidade de um Gum-Gum Pistol.
O trailer será o primeiro teste real do remake. Imagem parada ajuda, arte conceitual empolga, mas trailer mostra movimento, direção, cor, ritmo, atuação de voz e identidade. É ali que o público vai entender se The One Piece tem personalidade ou se parece apenas “One Piece com filtro moderno”.
O ponto mais importante será Luffy. Se o remake errar Luffy, erra tudo. O personagem precisa ser engraçado, estranho, sincero e impossível de dobrar. Não basta deixá-lo bonito em animação fluida. Ele precisa carregar aquela energia absurda de alguém que olha para o mundo e simplesmente decide atravessar qualquer barreira.
Também será interessante ver como o WIT Studio vai tratar cenas icônicas do começo: Windmill Village, Shanks, Alvida, Koby, Zoro, Nami e o clima de aventura inicial. O remake pode modernizar ritmo e visual, mas não pode perder a inocência maluca que fez One Piece crescer tanto.
O remake de One Piece não precisa vencer o anime original. Essa disputa é meio besta. O que ele precisa fazer é abrir uma nova porta. Se The One Piece conseguir contar East Blue com emoção, ritmo e identidade visual, ele pode resolver o maior problema comercial da franquia para novos públicos: o medo de começar.
O fã antigo talvez reclame de cortes, mudanças e escolhas de direção. Faz parte. Mas se uma nova geração entrar nesse mar por causa do remake, a existência dele já estará justificada.
No fim, a imagem do episódio 1 é só o começo da conversa. O trailer de 24 de junho vai mostrar se o WIT Studio está pronto para encarar uma missão perigosíssima: recontar uma das histórias mais amadas dos animes sem trair sua alma. É aí que o bicho pega. Porque mexer em One Piece não é só refazer anime. É mexer com infância, memória e uma legião de fãs que ama a obra como se fosse parte da própria família.
P: Quando estreia o remake de One Piece?
R: The One Piece estreia em fevereiro de 2027 na Netflix. A primeira temporada terá sete episódios liberados de uma vez.
P: O remake de One Piece vai substituir o anime original?
R: Não. A nova versão do WIT Studio vai recontar o começo da história, enquanto o anime original da Toei Animation continua seguindo a fase atual da obra.
P: Qual arco o remake de One Piece vai adaptar?
R: A primeira temporada vai adaptar o início de East Blue, cobrindo os primeiros 50 capítulos do mangá e chegando até o encontro de Luffy com Sanji.
P: Quando sai o trailer do remake de One Piece?
R: O trailer está previsto para 24 de junho de 2026, um dia após a divulgação da nova imagem do episódio 1.
P: Quem produz The One Piece?
R: O remake é produzido pelo WIT Studio em parceria com a Netflix. O projeto foi anunciado originalmente em 2023 durante a Jump Festa.
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