Artigo por
Ítalo Cunha
Mestres do Universo estreia em 04/06 no Brasil com 75% no Rotten Tomatoes. Veja críticas, elenco, datas e o que esperar do novo He-Man antes da estreia

Mestres do Universo chega aos cinemas brasileiros em 4 de junho de 2026, um dia antes da estreia ampla nos Estados Unidos, marcada para 5 de junho. Até 16h46 desta terça-feira, 2 de junho de 2026, o filme aparecia no Rotten Tomatoes com 75% de aprovação no Tomatometer, selo “Fresh” e 85 críticas contabilizadas. Ainda não havia Popcornmeter, já que a avaliação do público só ganha corpo após a estreia comercial. Para um live-action de He-Man, personagem que Hollywood tenta adaptar direito há décadas, esse início é mais positivo do que muita gente esperava.
No Brasil, Mestres do Universo estreia em 4 de junho de 2026, segundo páginas nacionais de exibição como Exibidor, AdoroCinema e CinePOP. Nos Estados Unidos, a estreia ampla acontece em 5 de junho de 2026, com distribuição da Amazon MGM Studios no mercado norte-americano e da Sony Pictures internacionalmente.
O filme é dirigido por Travis Knight, nome que já tinha lidado com nostalgia oitentista em Bumblebee, talvez o filme mais emocionalmente equilibrado da franquia Transformers. Ele também vem da Laika, estúdio de animação conhecido por Kubo e as Cordas Mágicas e Coraline, o que ajuda a entender por que parte da crítica elogia o cuidado visual e a energia de “mundo construído à mão”, mesmo dentro de um blockbuster cheio de efeitos.
A história acompanha Adam, vivido por Nicholas Galitzine, um príncipe de Eternia que acaba separado de sua espada mágica e cresce na Terra. Anos depois, ele precisa retornar ao seu planeta natal, encarar Skeletor e aceitar o destino como He-Man, o homem mais poderoso do universo. A base é clássica, mas o filme parece tentar atualizar a jornada com humor, drama familiar e visual de fantasia sci-fi.

Antes da empolgação ou do desespero, vale entender o número. O Tomatometer não é uma nota média de qualidade. Ele mede a porcentagem de críticas consideradas positivas. Ou seja, 75% não significa que o filme tirou 7,5 de 10. Significa que três em cada quatro críticos, dentro daquele recorte, avaliaram Mestres do Universo de forma favorável o bastante para entrar no lado “fresh”.
Isso é um começo interessante, principalmente para uma franquia que tem uma relação complicada com o cinema. O filme de 1987, estrelado por Dolph Lundgren, virou cult com o tempo, mas nunca foi exatamente um grande triunfo crítico ou comercial. Já o novo longa chega com uma missão diferente: não basta vender boneco e nostalgia. Ele precisa convencer três públicos ao mesmo tempo.
O primeiro público é o fã antigo, que cresceu com He-Man, Esqueleto, Teela, Mentor e Castelo de Grayskull. O segundo é quem conhece o personagem só por meme, principalmente o clássico “He-Man cantando What's Up?”. O terceiro é a geração nova, que não tem obrigação nenhuma de achar um herói musculoso de espada automaticamente interessante. Para essa turma, o filme precisa funcionar como aventura própria.
As análises favoráveis parecem elogiar justamente aquilo que muitos fãs queriam: cor, exagero, fidelidade emocional ao material dos anos 80 e um certo orgulho de parecer brinquedo ganhando vida. The Daily Beast tratou o filme como uma dose de nostalgia certeira para quem cresceu com a franquia, enquanto Time Out destacou a aventura como uma fantasia divertida com espírito de “Barbie para meninos”, uma comparação que faz sentido dentro da fase Mattel pós-Barbie.
Algumas críticas também apontam Nicholas Galitzine como um dos acertos. A escolha dele gerou dúvida em parte do público, já que o ator ficou mais conhecido por romances como Vermelho, Branco e Sangue Azul e Uma Ideia de Você. Só que vários textos dizem que ele funciona melhor como Adam do que muita gente imaginava, principalmente por abraçar a estranheza do personagem. O He-Man sempre foi uma figura meio absurda. Fingir o contrário seria burrice.
Outro elogio recorrente está na direção de Travis Knight. Pelo que aparece nas críticas positivas, ele entende que Mestres do Universo não deveria virar uma fantasia cinzenta tentando parecer O Senhor dos Anéis com academia. O mundo de He-Man pede cores fortes, nomes ridículos, vilões teatrais, músculos, caveiras, máquinas e magia. Quando o filme aceita isso, parece funcionar.

Do outro lado, as críticas negativas atacam principalmente o tom. A Associated Press foi dura ao dizer que o filme “não tem o poder”, apontando um protagonista subdesenvolvido e um Skeletor camp que, para a crítica, parece mais divertido do que integrado ao todo. The Guardian também tratou o longa como um tropeço caro, reclamando que o filme tenta rir da própria bobagem em uma cena e levar tudo a sério na seguinte.
TheWrap seguiu uma linha parecida, chamando a adaptação de confusa e envergonhada de si mesma. Essa é talvez a crítica mais perigosa para Mestres do Universo. He-Man só funciona se o filme tiver coragem de ser He-Man. Se ele pede desculpa demais por ter espada mágica, tigre de batalha, caveira falante e nomes como Fisto e Trap Jaw, o público sente.
RogerEbert.com também percebeu uma tentativa de seguir uma fórmula próxima de Thor: Ragnarok, com aventura colorida, piadas autoconscientes e energia de franquia moderna. O problema é que essa fórmula já cansou muita gente. O público de 2026 está menos paciente com blockbuster que faz piada sobre o próprio absurdo antes que alguém na plateia faça.
Nicholas Galitzine interpreta Adam e He-Man. Camila Mendes vive Teela, capitã da Guarda Real de Eternia. Idris Elba aparece como Duncan, o Mentor, também conhecido como Man-At-Arms. Jared Leto interpreta Skeletor, enquanto Alison Brie vive Evil-Lyn, uma das figuras mais importantes do lado vilanesco da franquia.
O elenco ainda inclui Morena Baccarin como a Feiticeira de Grayskull, James Purefoy como Rei Randor, Charlotte Riley como Rainha Marlena, Kristen Wiig como a voz de Roboto, Jóhannes Haukur Jóhannesson como Fisto, Sam C. Wilson como Trap Jaw, Hafthor Bjornsson como Goat Man e Kojo Attah como Tri-Klops.
Esse elenco mostra a ambição do projeto. Não é um filme pequeno tentando sobreviver só no carinho nostálgico. A Amazon MGM, a Mattel e a Sony estão tentando transformar Mestres do Universo em uma franquia cinematográfica real. E isso explica por que a recepção inicial importa tanto.
A expectativa mais realista é um blockbuster de fantasia e ficção científica que assume bastante a estética de brinquedo. Não espere um reboot sombrio, sisudo e cheio de trauma adulto. Também não espere uma cópia pura do desenho antigo. O filme parece caminhar no meio: quer agradar fãs antigos, mas precisa explicar esse universo para quem nunca soube exatamente por que um príncipe loiro grita diante de uma espada e vira um guerreiro musculoso.
O melhor cenário é Mestres do Universo ser uma aventura colorida, divertida, com ação clara, personagens carismáticos e vilões teatrais. Algo na linha “sessão da tarde premium”, só que com orçamento grande e visual moderno. O pior cenário é o filme ficar preso entre vergonha e homenagem, tentando fazer piada de tudo para não parecer brega, mas sem se entregar de verdade ao próprio universo.
A parte mais animadora é Travis Knight. Bumblebee funcionou porque ele tratou um brinquedo gigante com emoção genuína. Ele entendeu que nostalgia boa não é só mostrar referência na tela. É lembrar por que aquele símbolo tinha afeto. Se ele aplicar a mesma lógica em He-Man, o filme pode surpreender.
A parte mais preocupante é o roteiro. Vários nomes estão creditados, incluindo Chris Butler, Aaron Nee, Adam Nee e Dave Callaham, além de uma longa história de versões anteriores do projeto. Quando um filme passa muito tempo em desenvolvimento, sempre existe o risco de sair com remendos de várias fases. Algumas críticas negativas parecem sentir exatamente isso: um projeto tentando conciliar muitas intenções ao mesmo tempo.
He-Man é um personagem estranho para os padrões atuais. Ele nasceu de uma linha de brinquedos da Mattel no início dos anos 80 e virou desenho animado em 1983. Era fantasia heroica, espada e feitiçaria, sci-fi, musculação e marketing de brinquedo tudo junto. Só que reduzir a franquia a “comercial de boneco” é pouco. Para muita gente, He-Man foi uma primeira porta para mundos de fantasia.
Castelo de Grayskull, Skeletor, Teela, Mentor, Gorpo, Panthor, Pacato, Gato Guerreiro, Evil-Lyn e She-Ra fazem parte de um imaginário que misturava inocência e exagero. A franquia ensinava coragem, amizade, responsabilidade e poder usado para proteger, não para dominar. Sim, com moral no final do episódio. Sim, isso era brega. Mas funcionava.
O desafio do filme de 2026 é provar que essa breguice ainda tem força quando tratada com afeto. Barbie fez algo parecido ao transformar brinquedo em debate cultural, mas He-Man é outro bicho. Ele precisa equilibrar nostalgia masculina, fantasia pop, humor e aventura sem virar piada involuntária. Pelo Rotten Tomatoes, até agora, a crítica parece dividida de um jeito curioso: muita gente comprou a proposta, mas quem rejeitou, rejeitou justamente por achar que o filme não resolveu sua própria identidade.
Sim, mas com expectativa ajustada. Mestres do Universo não parece estar chegando como obra-prima incontestável. Também não parece ser o desastre que muita gente previa quando viu a ideia de um novo live-action do He-Man. O 75% no Rotten Tomatoes indica uma recepção majoritariamente positiva, mas não unânime. O público brasileiro deve entrar sabendo que a experiência provavelmente depende muito da sua tolerância a nostalgia, exagero e humor autoconsciente.
Se você cresceu com He-Man, a chance de se divertir é alta. Se você não tem memória afetiva nenhuma, o filme precisa te conquistar pela aventura, pelo visual e pelo elenco. Se você odeia blockbuster que brinca com a própria bobagem, talvez o resultado irrite. Mas se a ideia de ver Skeletor, Teela, Mentor, Roboto, Evil-Lyn e He-Man em uma aventura grandona de cinema acende alguma coisa aí dentro, essa pode ser uma ida bem honesta ao cinema.
Mestres do Universo estreia no Brasil em 4 de junho de 2026 e chega aos cinemas dos EUA em 5 de junho. A espada está erguida. Agora falta saber se o público também vai gritar que tem a força.
P: Quando Mestres do Universo estreia no Brasil?
R: Mestres do Universo estreia nos cinemas brasileiros em 4 de junho de 2026. A data aparece em guias nacionais como Exibidor, AdoroCinema e CinePOP.
P: Quando Mestres do Universo estreia nos EUA?
R: Nos Estados Unidos, o filme estreia em 5 de junho de 2026, com distribuição da Amazon MGM Studios.
P: Qual é a nota de Mestres do Universo no Rotten Tomatoes?
R: Até 16h46 de 2 de junho de 2026, o filme aparecia com 75% no Tomatometer, com 85 críticas contabilizadas e selo “Fresh”. O Popcornmeter ainda não estava disponível.
P: Quem interpreta He-Man no filme de 2026?
R: Nicholas Galitzine interpreta Adam e He-Man. O elenco também inclui Camila Mendes como Teela, Idris Elba como Mentor, Jared Leto como Skeletor e Alison Brie como Evil-Lyn.
P: Mestres do Universo é continuação do filme de 1987?
R: Não. O filme de 2026 é uma nova adaptação live-action da franquia da Mattel, com outra abordagem para Adam, Eternia, Skeletor e os demais personagens.
P: O filme é indicado para crianças?
R: Nos Estados Unidos, Mestres do Universo recebeu classificação PG-13 por violência, ação, material sugestivo e linguagem. No Brasil, vale conferir a classificação indicativa local antes de levar crianças menores.
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