Kisser revela desânimo no Sepultura após saída de Eloy
Guitarrista do Sepultura conta como a troca na bateria afetou sua criatividade, mas encontra novo combustível com Greyson Nekrutman

Andreas Kisser abriu o jogo sobre um período complicado no Sepultura após a saída de Eloy Casagrande da bateria. O guitarrista confessou que perdeu a vontade de compor e desenvolver material novo, um baque emocional que refletiu diretamente no processo criativo da banda. A mudança na estrutura do grupo, especialmente na seção rítmica, mexeu com a dinâmica que moldou décadas de death metal thrash brasileiro.
O impacto da transição na bateria
Eloy Casagrande era figura central no Sepultura há mais de uma década, participando de álbuns importantes e tours memoráveis. Sua saída deixou um vazio que ia além da técnica instrumental; representava o fim de um ciclo criativo específico. Kisser relatou que essa perda inicial gerou desânimo genuíno, como se a química tácita que alimentava as composições tivesse se desintegrado. Esse tipo de situação é comum em bandas consolidadas, onde a identidade sonora está tão entrelaçada com os integrantes que a troca causa tremor em toda a estrutura.
Greyson Nekrutman e a renovação
A chegada do novo baterista Greyson Nekrutman funcionou como catalisador inesperado. Ao contrário do que poderia parecer um período de acomodação difícil, a química entre Kisser e Nekrutman reignitiu a criatividade da banda. O novo integrante trouxe uma energia fresca que modificou a trajetória do Sepultura, propondo novos caminhos sem desrespeitar o legado brutal da banda. Essa parceria revitaliza o grupo em um momento em que muitos duvidavam de sua capacidade de renovação.
A história de Kisser no Sepultura continua relevante porque mostra como mudanças estruturais em instituições musicais podem ser dolorosas e transformadoras. A banda segue escrevendo seu futuro com essa nova formação, provando que reinvenção é possível mesmo para gigantes do metal.



