Artigo por
Ítalo Cunha
O capítulo final da trilogia chega na primavera de 2027 com Highwind explorável, novos personagens jogáveis e escolhas que mudam a jornada

A Square Enix voltou a colocar Final Fantasy VII Revelation no centro das conversas depois de apresentar um novo trailer durante a Gamescom 2026. O vídeo, divulgado em 25 de agosto, mostrou mais detalhes sobre os Weapons, batalhas gigantescas, o retorno da exploração aérea e algumas das principais novidades do capítulo que encerrará a trilogia iniciada por Final Fantasy VII Remake.
O jogo ainda não tem dia exato de lançamento, mas continua previsto para a primavera de 2027 no hemisfério norte. A promessa é de uma aventura maior que Rebirth, com o planeta inteiro aberto para exploração e uma conclusão definitiva para a história de Cloud e seus companheiros.
O segundo trailer coloca os Weapons no centro da ameaça. Na mitologia de Final Fantasy VII, essas criaturas são entidades colossais ligadas ao próprio planeta, despertadas quando a vida do mundo entra em risco extremo.
A prévia mostra Cloud e seu grupo enfrentando criaturas como Ruby Weapon, Emerald Weapon e Ultima Weapon. O material também apresenta uma batalha subaquática envolvendo Emerald Weapon e um submarino da Shinra, indicando que o jogador não ficará limitado a confrontos tradicionais em terra firme.
A Square Enix também confirmou a presença de Typhon como uma nova invocação. O monstro, que possui rostos na parte dianteira e traseira do corpo, aparece usando rajadas de vento para pressionar os adversários. A escolha é curiosa porque Typhon sempre foi uma criatura pouco explorada na franquia, geralmente lembrada por jogadores que conhecem os conteúdos opcionais dos títulos clássicos.
Outro destaque é o Chocobo Pico, companheiro que acompanhará o grupo durante a exploração. O animal poderá correr pelo mapa e, conforme evoluir, ganhar novas formas de locomoção. A apresentação japonesa do segundo trailer detalhou os Weapons, Typhon e Pico.
A maior diferença entre Revelation e os dois jogos anteriores está na escala. Remake concentrou sua narrativa em Midgar, enquanto Rebirth abriu parte do mundo e levou o grupo para regiões como Grasslands, Junon, Corel e Gongaga.
Agora, a proposta é permitir que o jogador explore o planeta inteiro usando a Highwind, a famosa aeronave do jogo original. A equipe poderá sobrevoar continentes, atravessar oceanos e escolher onde pousar usando um sistema de salto de paraquedas.
A transição entre céu e terra deverá acontecer sem uma tela de carregamento separando as duas experiências. O jogador poderá voar até determinada região, saltar da aeronave e iniciar a exploração imediatamente.
O diretor Naoki Hamaguchi revelou que a equipe também trabalhou para evitar uma barreira invisível comum em jogos de mundo aberto. Caso o jogador continue voando em uma direção, a Highwind poderá dar a volta no planeta em vez de simplesmente bater em um limite artificial. A entrevista concedida à Automaton explicou como a equipe está tratando o mundo aberto e a Highwind.
Essa escolha não é apenas um recurso técnico chamativo. Ela muda a maneira como a aventura será construída. Em Rebirth, o jogador geralmente explorava grandes regiões em uma ordem relativamente controlada. Em Revelation, a ideia é permitir que diferentes pessoas descubram as áreas e missões em sequências variadas.
Vincent Valentine será um dos personagens jogáveis. O pistoleiro terá ataques rápidos com armas de fogo e poderá assumir transformações bestiais durante as batalhas.
Cid Highwind também poderá ser controlado. O piloto utilizará sua lança para realizar golpes de alvo único e ataques capazes de atingir vários inimigos ao mesmo tempo.
A inclusão dos dois personagens resolve uma das reclamações recorrentes sobre Rebirth. Embora Vincent e Cid aparecessem na aventura, eles não participavam do combate da mesma maneira que Cloud, Tifa, Aerith, Barret, Red XIII e Yuffie.
A equipe também apresentou o sistema F.I.T.S., que permitirá equipar roupas especiais com funções semelhantes às profissões clássicas da série. Cloud poderá assumir uma configuração inspirada em um Black Mage, por exemplo, sem deixar de usar sua aparência tradicional.
O sistema não ficará restrito à luta. As roupas e habilidades também poderão aparecer em cenas da história, permitindo que o jogador combine aparência e função de maneira independente. É uma solução interessante para quem deseja usar uma habilidade específica sem alterar o visual clássico do personagem. O RPG Site trouxe detalhes sobre Vincent, Cid, F.I.T.S. e as escolhas de personalização.
Uma das informações mais relevantes sobre Revelation é que as escolhas do jogador terão consequências maiores do que nos capítulos anteriores.
A ordem de algumas atividades poderá alterar a maneira como determinados personagens são percebidos e influenciar o conteúdo paralelo da campanha. Duas pessoas poderão terminar o jogo com experiências diferentes, mesmo seguindo a mesma história principal.
Isso não significa que o game terá múltiplos finais. Hamaguchi confirmou que a trilogia terá uma única conclusão. A diferença estará no caminho até lá, nas relações desenvolvidas, nas missões realizadas e nos acontecimentos secundários encontrados durante a jornada.
A decisão parece prudente. Final Fantasy VII possui uma história central muito conhecida e dividir o encerramento em vários finais poderia diminuir o peso de algumas cenas. Ao concentrar as variações nos caminhos e manter uma conclusão única, a Square Enix tenta equilibrar liberdade e identidade narrativa.
O jogo também deverá ter volume semelhante ou um pouco maior que Rebirth. Como as escolhas alteram parte do conteúdo, será impossível ver tudo em uma única campanha. O diretor explicou que as ramificações estarão principalmente nas experiências dos personagens e nas atividades paralelas.
A equipe não pretende reduzir a quantidade de minijogos. Hamaguchi afirmou que Revelation terá uma quantidade semelhante ou até maior que Rebirth.
Essa decisão deve dividir a comunidade. Parte dos jogadores gostou da variedade de atividades em Rebirth, enquanto outra parte sentiu que algumas tarefas interrompiam o ritmo da narrativa e pareciam obrigatórias demais.
A solução encontrada foi separar melhor as recompensas. Os minijogos não deverão ser tão importantes para a evolução de combate. Em vez de obrigar o jogador a cumprir uma atividade para liberar uma habilidade indispensável, o game oferecerá recompensas cosméticas, roupas e itens opcionais.
Também haverá níveis de dificuldade próprios e a possibilidade de pular determinadas atividades. O jogador que gosta de completar tudo poderá se aprofundar, enquanto quem prefere a história principal terá mais liberdade para seguir viagem.
É uma mudança pequena na aparência, mas importante no design. A Square Enix não está abandonando os minijogos, pois eles fazem parte da personalidade de Final Fantasy VII. O estúdio está tentando impedir que uma brincadeira vire uma barreira artificial para quem só quer avançar na aventura. O diretor explicou as mudanças nos minijogos em entrevista à VGC.
A Square Enix ainda evita revelar os grandes acontecimentos da campanha, mas a base já foi apresentada. Cloud e seus aliados precisarão impedir a queda de Meteor, enfrentar Sephiroth e lidar com os Weapons, que despertaram para defender o planeta de uma ameaça de escala global.
A aventura passará por locais reimaginados como o arquipélago de Mideel, Wutai e as áreas congeladas do Continente Norte. A presença de Wutai merece atenção especial, porque a região foi mencionada e explorada de maneira limitada nos jogos anteriores.
A narrativa também deverá tratar do impacto da guerra, da relação entre Shinra e os territórios independentes e das consequências deixadas pelas decisões do grupo. O conflito não será apenas uma perseguição a Sephiroth. A própria estrutura do planeta estará desmoronando.
Outro ponto ainda sem confirmação definitiva envolve uma possível conexão direta com Advent Children. Tetsuya Nomura havia comentado no passado que o projeto poderia se conectar ao filme, mas Hamaguchi afirmou que a equipe nunca declarou exatamente como essa ligação aconteceria. A resposta definitiva ficará para o jogo.
Final Fantasy VII Revelation será lançado simultaneamente para:
O jogo não foi anunciado para PlayStation 4, Xbox One ou Nintendo Switch original. A janela continua marcada para a primavera de 2027 no hemisfério norte, sem dia exato, preço brasileiro ou classificação indicativa confirmados.
A Square Enix já abriu as páginas de lista de desejos nas lojas digitais. Quem tiver dados salvos de Final Fantasy VII Remake Intergrade poderá receber a Matéria de invocação Chocobo e Moogle. Já os arquivos de Final Fantasy VII Rebirth liberarão a Matéria de invocação Phoenix.
A existência de uma edição física também não está garantida. Hamaguchi afirmou que gostaria de oferecer algum formato físico, mas a Square Enix ainda discutia a linha de produtos. A possibilidade pode incluir um disco tradicional, uma edição com código ou outro formato adaptado às limitações de cada plataforma. O diretor comentou o futuro da mídia física em entrevista à GamesRadar.
Final Fantasy VII Revelation não parece estar tentando ser apenas uma versão moderna do último trecho do jogo de 1997. A Square Enix quer encerrar a trilogia transformando o planeta em um espaço de decisões, exploração e consequências.
O risco é enorme. Um mapa gigantesco pode repetir o problema de Rebirth se estiver cheio de tarefas sem peso. Da mesma forma, muitas escolhas podem criar a sensação de liberdade falsa caso tudo conduza exatamente às mesmas cenas, com poucas mudanças perceptíveis.
Por outro lado, a equipe parece ter entendido as críticas. A Highwind promete alterar a exploração de maneira real, Vincent e Cid terão funções próprias, os minijogos serão mais opcionais e as escolhas deverão mudar a experiência de cada campanha.
A expectativa também cresce porque o jogo chegará a várias plataformas no mesmo dia, incluindo Xbox, PC e Nintendo Switch 2. Para o público brasileiro, isso significa que o capítulo final não ficará preso a uma única comunidade. A conversa sobre o encerramento acontecerá em todos os lados.
A pergunta mais difícil não é se Revelation será maior que Rebirth. A Square Enix já está prometendo isso. A questão é se a equipe conseguirá transformar tamanho em significado. O jogo precisa entregar um mundo grande, mas também precisa fazer cada desvio parecer parte da jornada de Cloud, não apenas mais um ícone no mapa.

Quando Final Fantasy VII Revelation será lançado?
O jogo está previsto para a primavera de 2027 no hemisfério norte. A Square Enix ainda não divulgou o dia exato.
Final Fantasy VII Revelation será exclusivo do PS5?
Não. O jogo será lançado simultaneamente para PS5, Xbox Series X e S, Nintendo Switch 2 e PC.
O jogo terá mais de um final?
Não. O diretor Naoki Hamaguchi confirmou que haverá uma conclusão única, mas as escolhas poderão alterar caminhos, missões e histórias paralelas.
Vincent e Cid serão personagens jogáveis?
Sim. Vincent terá foco em armas de fogo e transformações, enquanto Cid utilizará sua lança em ataques individuais e de área.
Será necessário jogar Remake e Rebirth antes?
A experiência será mais completa para quem jogou os dois capítulos anteriores. Além disso, arquivos salvos dos jogos poderão liberar Matérias de invocação como bônus.
Material consultado na apuração desta matéria.
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