Cartas Pokémon valem milhões... e criminosos já perceberam isso
A explosão no valor das cartas TCG transformou colecionadores em alvos e lojas em cofres. Uma onda de crimes está varrendo o mundo por causa de Pokémon.

Se você ainda acha que carta Pokémon é coisa de criança, os ladrões discordam. O mercado de cartas Pokémon viveu uma valorização absurda nos últimos anos, mais de 145% de alta, e isso atraiu um tipo de "colecionador" que nenhum lojista quer ver entrando pela porta: o criminoso.
O mercado que virou cofre
Os números impressionam: só em janeiro de 2026, compradores ao redor do mundo movimentaram US$ 450 milhões em cartas Pokémon. A casa de leilões Stanley Gibbons Baldwins chegou a negociar mais de 1,5 milhão de libras em "ativos Pokémon" em um único evento. E para coroar tudo isso, o youtuber e lutador Logan Paul leiloou uma carta ultra-rara de Pikachu em estado impecável por US$ 16,5 milhões… quebrando recordes mundiais.
A onda de crimes
Com tanto dinheiro em jogo, não demorou para os criminosos agirem. Lojas em Las Vegas, Nova York, Vancouver (Canadá) e Nottingham (Inglaterra) foram alvos de roubos em 2026, com prejuízo total superior a US$ 500 mil. No Reino Unido, a situação é especialmente crítica: um único estabelecimento perdeu cerca de 60 mil libras em estoque em um só assalto. Outros relataram perdas de 80 mil, 30 mil e 25 mil libras.
Por que Pokémon?
A lógica dos ladrões é simples e foi resumida por um especialista ouvido pela imprensa internacional: "Os criminosos sabem que Pokémon é lucrativo, sabem que vale a pena roubar agora. E acham que é um alvo mais fácil do que um banco ou uma joalheria."
Cartas são pequenas, fáceis de esconder, difíceis de rastrear e têm altíssima liquidez no mercado paralelo. Uma combinação perigosa.
O que isso significa para a comunidade
Para quem é fã e colecionador, o recado é claro: proteja sua coleção. O que antes era um hobby despreocupado passou a exigir o mesmo cuidado que qualquer bem de alto valor. E para o mercado, a pergunta que fica é: até onde vai essa valorização e quantos crimes ainda virão com ela?

